Após a ventania de dias de fúria
Sopra leve a brisa de outro tempo.
Meus ombros se alargam
Ficam à vontade, enfim.
São eles agora libertos.
Não sinto o fardo se declinando
Sobre minhas frágeis vértebras.
Carne-Cal
| author: Heidn CarvalhoNo podre chão das ruas, um pedaço do mundo.
Mergulho meus pés numa poça de lama
Só para me sentir ainda mais sujo.
Daquele cenário, quanto de mim a vida furta?
Ou de mim, quanto nojo minha alma empresta?
Lanço o meu olhar esquinado
Para me desfazer daquela pouca piedade
Que me apanha nas manhãs de segunda-feira.
O concreto ruge junto ao ronco dos motores.
Quem mais me circunda, além de mim mesmo?
A cidade não deixa enxergar as coisas que se deterioram ao lado.
Eu finjo não tocar a margem
Para, então, de forma degradante,
Manter-me a margem disso tudo.
Visto, assim, os meus antolhos.
Ponho a mostra os meus óculos escuros.
Quem passeia sobre os meus pés nessa cidade?
Quem se apodera desse uniforme padronizado?
A que alma esse corpo pertence?
Quanto de mim a cidade ainda não cobra?
Mergulho meus pés numa poça de lama
Só para me sentir ainda mais sujo.
Daquele cenário, quanto de mim a vida furta?
Ou de mim, quanto nojo minha alma empresta?
Lanço o meu olhar esquinado
Para me desfazer daquela pouca piedade
Que me apanha nas manhãs de segunda-feira.
O concreto ruge junto ao ronco dos motores.
Quem mais me circunda, além de mim mesmo?
A cidade não deixa enxergar as coisas que se deterioram ao lado.
Eu finjo não tocar a margem
Para, então, de forma degradante,
Manter-me a margem disso tudo.
Visto, assim, os meus antolhos.
Ponho a mostra os meus óculos escuros.
Quem passeia sobre os meus pés nessa cidade?
Quem se apodera desse uniforme padronizado?
A que alma esse corpo pertence?
Quanto de mim a cidade ainda não cobra?
O mundo te mostrou parte do seu veneno
E dele você provou um tanto a mais do que precisava
E eu digo minha menina
Não... não era preciso
Mas se eu fui a cura para tantas lágrimas
Dei-me minha armadura e minha espada
Entregue-me o escudo e minha bandeira verde-roxo
E eu trarei de dentro da mais escura alameda
Nosso quintal e nossa varanda
Nossa mesa e nossa cama
Nós fizemos nosso caminho
E ele nos mostrou a rota desconhecida
A rota daqueles que arriscam
Daqueles que descobrem até onde os sonhos podem nos levar
Estou diante de um dragão de incontáveis cabeças
O dia escurece à sua sombra
Eu fito seus olhos negros
Se eu desistir de nós ele me levará embora
Oh Sereia... seu canto me entorpece
Seu mar me guia serenamente
Atravesso o terremoto montado em asas lilases
Meu lar espera por você
Nosso lar espera por nós...
E dele você provou um tanto a mais do que precisava
E eu digo minha menina
Não... não era preciso
Mas se eu fui a cura para tantas lágrimas
Dei-me minha armadura e minha espada
Entregue-me o escudo e minha bandeira verde-roxo
E eu trarei de dentro da mais escura alameda
Nosso quintal e nossa varanda
Nossa mesa e nossa cama
Nós fizemos nosso caminho
E ele nos mostrou a rota desconhecida
A rota daqueles que arriscam
Daqueles que descobrem até onde os sonhos podem nos levar
Estou diante de um dragão de incontáveis cabeças
O dia escurece à sua sombra
Eu fito seus olhos negros
Se eu desistir de nós ele me levará embora
Oh Sereia... seu canto me entorpece
Seu mar me guia serenamente
Atravesso o terremoto montado em asas lilases
Meu lar espera por você
Nosso lar espera por nós...
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