Oásis

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"Cavalguei por todos os
lados do mundo...
Pela terra
Pelo ar e
Pelo mar
Procurava a paz:
E a encontrei
justamente no instante
que eu como peixe
mergulhei em mim e deixei minh'alma!"

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Ontem a noite, no meio de uma das minhas insônia, liguei a TV, ia começando "tele cine" e na vinheta antes de começar eu torci pra não ser um filme ruim, então começou um filme nacional "O Signo da Cidade", ai então eu assisti um ótimo filme, recomendo a todos. Bom esse é um blog de poesia e vocês deve estar se perguntando "porque diabos esse cara ta falando disso aqui no blog" calma, eu explico, perto do fim do filme recitam um poema e eu pesquisei na net ( AVE GOOGLE!!! ), e era esse aqui...


Poema de Sombra – Por Bruna Lombardi


Se perdem gestos,

cartas de amor,

malas,

parentes

Se perdem vozes,

cidades,

países,

amigos

Romances perdidos,

objetos perdidos,

histórias se perdem.


Se perde o que fomos e o que queríamos ser.

Se perde o momento,

mas não existe perda,

existe movimento.

PAPEL CARBONO

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Ela reclama de minha fraca memória.
Fala alguma coisa, escuto, mas não guardo.
Juro que escuto, a deficiência não é auditiva.
É que não encontro um local seguro para guardar.

Há muito tempo deixei
de ser um esconderijo confiável.

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Pois,a mesma alma que ama pode fazer sofrer?
Se tratando de vida,não há nada errado nisso.
A vida é um dilema às vezes cruel,vezes justa de menos.
Pouco importa o sofrimento e seus níveis,todos abrem feridas que quase sempre cicatrizam de maneira saudável...a questão é quanto tempo levará...
Depois verá que não foram motivos apresentados,nem todos aqueles pressupostos...
Motivos vêm como blocos,
Pedras construindo castelos tenebrosos,
O alicerce maciço de outrora já não mais sustenta o meu ou o teu,enfim...
Nasce sempre um novo,
Dar existência ao novo,
Até o certo momentâneo... (*)


*Por Rob.

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Procuro entre as paredes do meu quarto
Busco através de sua escuridão
Suas sombras não podem me levar muito longe
Trêmulas imagens bailam entre os ruídos
Talvez do bater de asas de fadas
Ou pelo lamento que desenha demônios pelo teto
Procuro na luz que atravessa a janela
Ela se perde pelo chão e morre sem me mostrar
Busco seu cheiro no vento frio que corta os cobertores
Ponteiros inertes adormecem impiedosos
E nesse pesadelo de ébano
Nesse desperto desespero
Respiro a noite profunda
Sufoco na limitação de não abrir as asas
Afogo-me na correnteza dos lençóis
Procuro no vazio dos meus olhos fechados
Seu corpo púrpuro
Seus lábios flamejantes
Navego devagar sob as estrelas
E deixo meus olhos se abrirem
É tudo familiar como em todas as noites
Móveis, ruídos, demônios, fadas, sombras
E sua ausência
Gritante
Sussurrante
Dual
Insone
Procuro
Adormeço...

Vinho

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Aquele copo d’água em suas mãos
A imitar sorrateiramente
O pálido gesto de uma das suas faces
Ascendeu em mim a cor
Que transpassa o sorriso imaculado.

O vento a fitar os seus negros cabelos,
Transportando o aroma exalado por sua dança
Furtou-me em um só tempo
Todos os sentidos.

Meus olhos presos em seu queixo,
As mãos soltas a sua procura
A língua degustando desde já
O seu gosto mais liberto...

Os ouvidos atentos aos sinais de sua voz,
Aqueles mais discretos,
Aqueles sussurros mais íntimos
Códigos secretos que hão de ser nossos.

Um copo d’água a desmistificar a santidade
A transladar-se em vinho
Quedando-se por completo a tímida castidade

E ganhado em seu cerebelo o porre mais bonito.

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O teto se desprende
E eu vejo o céu se aproximar
Voraz
Incontido
É apenas um truque
Uma inútil manobra
Talvez se eu fechar os olhos
Eu consiga ver apenas o que te faz sorrir
Quem sabe o céu e o teto
Estejam no mesmo lugar
Quem sabe isso é somente
Por você preferir os cobertores

Sempre EU

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Já me enganei varias vezes

Parti-me em pedaços, que eu mesmo desconhecia.

Entrei em desespero com minhas alegrias

Contei minhas derrotas, amei meus inimigos.

Alimentei a Ira pelo os meus amores,...

Ouvir musica... Quando era para ter silencio

Gritei, expus minha alma...

Entediei-me no silencio, quando era para morrer de som ,de berro, de cor e imagem...

Eu fui verbo

Eu sou verso, sou tantas coisas...

Egocêntrico (e não sabia)

Sou Narciso com miopia

Sou meu próprio Deus, temendo ser Homem...

Tiago... Um Icaro de azas um pouco mais pesada que o normal....

 

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