No podre chão das ruas, um pedaço do mundo.
Mergulho meus pés numa poça de lama
Só para me sentir ainda mais sujo.
Daquele cenário, quanto de mim a vida furta?
Ou de mim, quanto nojo minha alma empresta?
Lanço o meu olhar esquinado
Para me desfazer daquela pouca piedade
Que me apanha nas manhãs de segunda-feira.
O concreto ruge junto ao ronco dos motores.
Quem mais me circunda, além de mim mesmo?
A cidade não deixa enxergar as coisas que se deterioram ao lado.
Eu finjo não tocar a margem
Para, então, de forma degradante,
Manter-me a margem disso tudo.
Visto, assim, os meus antolhos.
Ponho a mostra os meus óculos escuros.
Quem passeia sobre os meus pés nessa cidade?
Quem se apodera desse uniforme padronizado?
A que alma esse corpo pertence?
Quanto de mim a cidade ainda não cobra?
Mergulho meus pés numa poça de lama
Só para me sentir ainda mais sujo.
Daquele cenário, quanto de mim a vida furta?
Ou de mim, quanto nojo minha alma empresta?
Lanço o meu olhar esquinado
Para me desfazer daquela pouca piedade
Que me apanha nas manhãs de segunda-feira.
O concreto ruge junto ao ronco dos motores.
Quem mais me circunda, além de mim mesmo?
A cidade não deixa enxergar as coisas que se deterioram ao lado.
Eu finjo não tocar a margem
Para, então, de forma degradante,
Manter-me a margem disso tudo.
Visto, assim, os meus antolhos.
Ponho a mostra os meus óculos escuros.
Quem passeia sobre os meus pés nessa cidade?
Quem se apodera desse uniforme padronizado?
A que alma esse corpo pertence?
Quanto de mim a cidade ainda não cobra?
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