|

Borboleta

Pra onde vai você?

Os traços de meu DNA

Só compatível a medulo, nariz, cabelo talvez...

Com fruta em meio aos teus braços,

Pra onde vai você?

Que nem tchau eu pude dar?

Eu não estava lá

Eu não estava lá

Mesmo sendo pouca distancia

Vivemos nesta tanta ganância

Amor... O mundo já não permite mais este verbo

O certo é acreditar que se encontra

Encontro é verbo futuro

Quem sabe quando vamos está junto,

Que isso seja o mais breve possível

...

Vou adiantar meu relógio.

O seu fruto nosso único,

O único com nosso legado

Nosso nome,...

Pra onde vai você?

Por que temos que passar por tudo isso?

Sei que tempos são difíceis...

Apesar de suas palavras, não acredito na sua felicidade

...

|

Nova Aurora

Sinto o vento de uma nova aurora
Posso voar através dos meus pensamentos
Posso voar junto aos seus delírios
Você está entre meu céu incandescente
E meu oceano de escuridão
Você está em tudo que me faz esquecer
Perdido em seus cachos quase rubros
Meus olhos não poderiam imaginar
O quanto brilhariam em sua presença
Não sinto mais medo em não resistir à tentação dos seus lábios
Eles me levam além do alvorecer
Distante desses rios de tristeza
Noite após noite, manhã após manhã
Meus pulmões quase não resistem sem o ar que você me toma
Toda vez que penso o quanto podemos ser grandes
E agora posso ouvir seu canto
Posso sentir seu abraço
Me levando para o fundo do seu mar
Entorpecido em seu sorriso de sereia...

...!

|

...ao mundo como a ti mesmo
Ao colo como ao consolo
Á vida, como brincando
Ao sonho como noitando
A boca como ao mundo
O colo entre o beijo e a boca
A vida assim engolindo
A língua no céu dançando
O mundo a buscar o corpo
O colo e o consolo no beijo
A vida beijando a noite
A noite trazendo o sonho
A busca, a boca, o beijo
Bailado bando bastando

|

Ícaro as avessas



Hum?

Onde estou?

Onde pareço está?

Já me confundo com tantos buracos

Os quais não vejo seus fundos

“Quando voltarei a minha orbita?”

Neste universo de conflitos

Em meio a tantos, eu me encontro só

Nesta minha doença de sofrer

Olhem para mim

Sou dono só das lagrimas

Que me lavam neste estante

Eu não sou aquilo que vocês pensam

Eu

Não

Sei

Voar

Mais

Alto!

|

Enquanto as lagrimas correm na face quente

Quem te criou

Alimenta-se do medo alheio

De canto em canto

De escuro em Breu

Já não entendem o certo

O acordo assinado

É se der certo

Enquanto as lagrimas correm

Toda a sua vida pode ser a mesma

Quente, breu de canto em-canto... Incerto!

Vias Carcinomas

|

As esperas são regidas
Aos cânticos de lamento.
Nas faces silentes
Resplandecem a imagem da angústia.

Quantas pessoas pedaços padecem?
Neste recinto que dilacera corpos
E também os cura?
Será a calma o remédio “pro tempore”?
Ou será os joelhos dobrados ao chão a via pura?

Os corpos mutilados que aqui trafegam
Almejam êxito nesta guerra funesta
A qual batalha afasta-lhe partes e membros.

Quem doa fé àqueles que procuram?
A força nos pés que a espera cultiva?
A fila que cresce ao nascer da madrugada?
Ou as mulheres que rezam nas igrejas
As velhas ladainhas?

As esperas são regidas
A outros cânticos
Que se renovam a cada tatuagem precisa
Desenhada aos corpos
Pelos instrumentos cirúrgicos.

Heidn.
09/04/2010.

 

©2009 . | Template Blue by TNB