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02:35 hs

Eu queria saber fazer poemas

Destes que falam de verdades

Tudo aquilo que se esconde ( entende???)

Destro de mim, das coisas, de você... sei La

Queria assim destes bem “feitinhos”

Para que todos que lessem

Entendesem O por que

Que eu não falo tudo o que penso

Há...eu queria sim

Fazer assim

Um poema de amor, de dor, cor, flor

Sei lá...

Só queria que soubesse

Quem sabe, eu teria um caderno

Uma caneta acordados

Ao meu dispor

Acompanhando-me, me entendendo

Como eu queria ser poeta.


Tiago Carvalho Nascimento

Rebuliço

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Você chegou, desarrumou tudo, me confundiu e saiu
Fiquei à espreita da porta
Esperando uma possível volta

Aos Poetas Mortos

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A marcha segue lenta
Pelas ladeiras íngremes das ideias.
É o cortejo mais dolorido.
É fúnebre o ritmo dos passos
Que acompanham tamanho silêncio.
As letras unidas para tecer o poema não dito
As frases avessas para rememorar
Os textos esquecidos.
A língua presa
Calando o que nunca foi som.
Os olhos espremidos
Suplicando em água e sal
A última sílaba
Fusão elementar daquela primeira vida.
Vírgulas e vírgulas em soluços intermináveis
Buscando o encontro de uma nova oração.
Velhos poetas,
Levantem-se!
As histórias carentes os esperam,
A vida corrente os clama.

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Meu Custo


De repente em contato com o óvulo,
Sentindo o incentivo, do gosto salgado de ligar,
Esta preso em teu sangue, esperando o teu jeito de me colocar ao mundo.
Seco de gosto disparo em meu tempo, contratempos de tuas décadas, de tua época que me choca contra um jeito contra de ver as coisas.
Agrido-te, tua forma dessincronizada, meu arrepio de vergonha, do tempo que choca, da fala presa, do modo agressivo que nos desligamos.
Vamos nos desafinisando, contra a lei da odisséia.
A consciência que muda, grita, contra os erros da aprendizagem.
A falta de coragem, as promessas ultrapassadas ligando o elo, que nos deixa preso a mais voltas a limites já cruzados.
E machucados pelas laminas do arrependimento, vamos sabendo o que é certo, de um jeito duro e covarde.
Cortando-nos, sentindo cuspidos de um corpo para outro.
A azia da vontade de chorar fala por mim, pois cega a vontade de mudar.
O peso desta situação me apavora.
O relógio cobra as divida existentes.
O estagio do mundo nos surra, criando rivais em tormentos.
Em um momento a frente, podemos trocar de lugar.
Não sei como será nosso tempo.
Mas cederei como te o meu útero.


Mário Abreu

Pra Ângeli

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Está em você os meus acertos e falhas
Meu sossego e inquietudes
Meus excessos e faltas
Minha bondade e egoísmo
Meus discursos e meu silêncio
Meus sorrisos e lágrimas
Meus questionamentos e respostas
Minhas ansiedades e ponderações
Minhas escolhas e desistências
Alegrias e dores
O que sou, conquistas e história
Tudo o que eu posso e o que jamais poderia
São doze anos de TUDO!

...

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Da nuca
até a minha cintura...
Lamba-me
quando for me deixar...

 

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