As esperas são regidas
Aos cânticos de lamento.
Nas faces silentes
Resplandecem a imagem da angústia.
Quantas pessoas pedaços padecem?
Neste recinto que dilacera corpos
E também os cura?
Será a calma o remédio “pro tempore”?
Ou será os joelhos dobrados ao chão a via pura?
Os corpos mutilados que aqui trafegam
Almejam êxito nesta guerra funesta
A qual batalha afasta-lhe partes e membros.
Quem doa fé àqueles que procuram?
A força nos pés que a espera cultiva?
A fila que cresce ao nascer da madrugada?
Ou as mulheres que rezam nas igrejas
As velhas ladainhas?
As esperas são regidas
A outros cânticos
Que se renovam a cada tatuagem precisa
Desenhada aos corpos
Pelos instrumentos cirúrgicos.
Heidn.
09/04/2010.
Vias Carcinomas
| author: Heidn CarvalhoPosts Relacionados:
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