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Ícaro as avessas



Hum?

Onde estou?

Onde pareço está?

Já me confundo com tantos buracos

Os quais não vejo seus fundos

“Quando voltarei a minha orbita?”

Neste universo de conflitos

Em meio a tantos, eu me encontro só

Nesta minha doença de sofrer

Olhem para mim

Sou dono só das lagrimas

Que me lavam neste estante

Eu não sou aquilo que vocês pensam

Eu

Não

Sei

Voar

Mais

Alto!

1 Comentário:

Heidn Carvalho disse...

Saber onde estar. Eis uma pergunta que, a prima facie, mostra-se fácil de ser respondida. Mas, infelizmente, enganam-se a maioria daqueles que pensam nessa simplicidade. Afortunados aqueles que realmente sabem o “terreno onde se pisa”, o planeta em que se vive. Sinto dizer, meu caro, mas aquela órbita que chamava de sua jamais irá retornar. Descobrirá outra ou outras, talvez. E mesmo assim o universo continuará caótico, cheio de seres e no mais das vezes estará só! E ainda digo: Feliz de nós quando somos donos de nossas lágrimas. Às vezes, muitas vezes, quando elas se precipitam a desaguar sobre a pele de minha face, nem minhas são. São de outros que as tomam... Quanto ao que pensam sobre você, sobre nós... Para os outros somos poucos mais que imagens, figuras, personagens. Por vezes incitamos essas caricaturas de nós mesmos, sem perceber, mas nem sempre. E em relação em saber ou não voar mais alto... é tudo uma questão de momento, parâmetro. Depende de quem estar a cobrar, enxergar... regardez-vous, regardez-vous...

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