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Procuro entre as paredes do meu quarto
Busco através de sua escuridão
Suas sombras não podem me levar muito longe
Trêmulas imagens bailam entre os ruídos
Talvez do bater de asas de fadas
Ou pelo lamento que desenha demônios pelo teto
Procuro na luz que atravessa a janela
Ela se perde pelo chão e morre sem me mostrar
Busco seu cheiro no vento frio que corta os cobertores
Ponteiros inertes adormecem impiedosos
E nesse pesadelo de ébano
Nesse desperto desespero
Respiro a noite profunda
Sufoco na limitação de não abrir as asas
Afogo-me na correnteza dos lençóis
Procuro no vazio dos meus olhos fechados
Seu corpo púrpuro
Seus lábios flamejantes
Navego devagar sob as estrelas
E deixo meus olhos se abrirem
É tudo familiar como em todas as noites
Móveis, ruídos, demônios, fadas, sombras
E sua ausência
Gritante
Sussurrante
Dual
Insone
Procuro
Adormeço...

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