Aquele copo d’água em suas mãos
A imitar sorrateiramente
O pálido gesto de uma das suas faces
Ascendeu em mim a cor
Que transpassa o sorriso imaculado.
O vento a fitar os seus negros cabelos,
Transportando o aroma exalado por sua dança
Furtou-me em um só tempo
Todos os sentidos.
Meus olhos presos em seu queixo,
As mãos soltas a sua procura
A língua degustando desde já
O seu gosto mais liberto...
Os ouvidos atentos aos sinais de sua voz,
Aqueles mais discretos,
Aqueles sussurros mais íntimos
Códigos secretos que hão de ser nossos.
Um copo d’água a desmistificar a santidade
A transladar-se em vinho
Quedando-se por completo a tímida castidade
E ganhado em seu cerebelo o porre mais bonito.
Vinho
| author: Heidn CarvalhoPosts Relacionados:
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