Ele parou de sangrar e sentou-se, ainda ofegante, ao lado da porta. Aquela mesma porta que outrora reluziu como novo caminho. Agora, pela parte interna, ela, fechada, barrava-lhe qualquer esperança. Era branca a sua cor, a porta. Opaca, agora intransponível, ela - a porta. Já não havia cor, ele. Parou de sangrar por falta de conteúdo sangue, que se esgotava. Ele – recipiente - vaso vazio a beira da porta, ela. Rígida, maçaneta – égide, sem entradas, porque internamente fechada, ela - a porta – sem chaves. Barrava-lhe o acesso, bloqueava-lhe a luz, ali sentado, sem mais sangrar - ele e a porta.
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