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Meus medos são outros...
Medo daquilo que conheço demais
Tão intensa e profundamente
sei até quando vai chegar.
Das respostas quase ditas
Que nem ouso perguntar.
Da claridade excessiva
Que me obriga a enxergar.
Das cartas que nem precisam ser lidas
Pra que eu as possa interpretar.
Dos fantasmas muito vivos
A quem eu é que devo assustar.
Medo desse térreo
Que não me permite saltar.
Medo das estradas conhecidas,
Das histórias repetidas
Que já sei onde vão dar.

1 Comentário:

Heidn Carvalho disse...

E esse medo inverso, medo do que se conhece, faz -me pensar... Coragem!!! Busquemos, então, todo o desconhecido...

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