Final Imperfeito

|


Um peso contínuo atravanca o próximo passo.

Amarra pelas pernas o imediato caminho.


É quando a vida acaba.


Já não há outra rua.

Barreiras intransponíveis verticalmente solidificam-se.

É o túmulo sufoco que furta o ar.


Quieta a língua no seu cais-abandono

Jazem na boca seca as falas esquecidas.


É o final dos dias.


É gélido o torpor paralítico que avança o peito.

Calcifica o sangue entupindo as veias.

É a morte singela que acalma o sentido,

Transcrevendo as velhas histórias

Para os novos livros.

0 comentários:

Postar um comentário

 

©2009 . | Template Blue by TNB